Via de regra, as empresas familiares iniciam suas atividades de forma tímida, e conforme elas vão crescendo, acabam convidando pessoas da família para ajudar na gestão. É desta forma que se caracterizam a estrutura familiar com gestão amadora.

Muitas vezes, esses familiares acabam não se capacitando ao longo do tempo, e quando “acordam” se deparam com uma estrutura já não tão pequena e sem uma gestão profissional que permita manter as rédeas do negócio.

Conduzir uma empresa em crescimento exige estratégia, planejamento e muita dedicação de seus fundadores. Esses fundadores precisam se preocupar com seus sucessores, que em pouco tempo poderão ou não perpetuar nos negócios da família.

Todas as fases de passagem das gerações deverão ser realizadas com muito planejamento, e deve-se avaliar com carinho o envolvimento de profissionais externos e independentes para garantir a transparência do processo sucessório.

Erros comuns em empresas com estrutura familiar:

1-) Falta de qualificação profissional;
2-) Centralização do poder;
3-) Misturar contas pessoais e corporativas;
4-) Acomodação, famosa “zona de conforto”;
5-) Postergar mudanças e adiar processo de profissionalização.

Para finalizar, “santo de casa” quase não faz milagres. A grande maioria das empresas familiares que sobrevivem às gerações, buscaram em algum momento ajuda profissional externa, mesmo porque, quem não caminhar junto com as melhores práticas de mercado, poderá pagar um preço alto. Importante também respeitar o tempo de cada empresa, suas particularidades e o anseio de seus fundadores.

contador e administrador, com formação pela PUC-SP e MBA USP em Finanças e Marketing. É Superintendente do Grupo Elizabeth. Atuou como auditor e consultor de empresas nacionais de grande porte e multinacionais. Foi sócio durante 20 anos na Trevisan Consultores e KPMG Risk Advisory. Sempre atuou no mercado empreendedor junto a empresas familiares em processo de profissionalização.