A área de RH, DHO, Departamento Pessoal, ou qualquer outro termo utilizado aqui,  tem a sua importância, para qualquer empresa, seja qual for o seu tamanho. Lembrando que a área de RH tem um papel fundamental, não só no cuidado com cada indivíduo, mas também na defesa dos interesses da empresa, pois deve equilibrar-se, portando-se como o fiel da balança e fazer uma gestão de pessoas justa. E, como única área com relacionamento totalmente transversal, abrangendo todos os outros departamentos das Companhias, deve prezar também pela sinergia e harmonia na Corporação. Analisada essa questão, associamos o seu papel junto a política de Compliance.

O termo vem crescendo nas ultimas décadas, exigindo mais eficiência dos processos administrativos. A mesma é uma palavra em inglês que costuma ser usada assim mesmo, sem tradução. Ela tem origem no verbo to comply, que significa seguir, cumprir, obedecer ou respeitar.

A política de Compliance configura, portanto, um conjunto de ações e estratégias que uma empresa adota para garantir que todos os seus colaboradores ajam de acordo com as regras, geralmente engloba um código de ética, além de comunicações e treinamentos constantes sobre o que é permitido ou não pela empresa.

Ultrapassada esta questão, podemos esmiuçar o papel do RH e associar à área de Compliance, trazendo para o campo prático, as principais ações que, em conjunto, RH e Compliance podem realizar para mitigar riscos, uniformizar comunicação e diretrizes e desdobrar informações estratégicas, a fim de criar uma cultura de integridade entre os colaboradores.

No tocante ao recrutamento, Peter Schutz, enquanto CEO de uma grande fabricante alemã de carros esportivos, disse a célebre frase que ecoa nos corredores de Compliance e RH “Contrate caráter, treine habilidades”, indicando que o caráter, enquanto parte inerente da nossa personalidade, não pode ser desenvolvido;  já a habilidade em manusear uma nova tecnologia ou analisar com eficiência dados recentes de mercado podem e – mais do que isso, na lógica de capacitação e treinamento, as habilidades que puderem – devem ser desenvolvidas, pois “se você acha que custa caro treinar um profissional, é por que não faz ideia de quanto custa em manter o trabalho de um incompetente” (sabedoria corporativa).

No tocante à Gestão dos profissionais, RH e Compliance devem estar em perfeita afinação, pois só assim geram um ambiente seguro, íntegro e pleno para alavancar o crescimento da corporação, uma vez que o estado de espírito de cada profissional influencia direta e fortemente no alcance dos resultados.

Neste diapasão, podemos observar que os principais itens de conexão entre RH e Compliance são: Comunicação com os colaboradores; Treinamento dos profissionais; Recrutamento de candidatos; Gestão de pessoas (BP).

Se a área de Compliance é protagonista de suas ações com proatividade e inovações de processos, mantendo-se rígida e minimamente flexível, pois de outra maneira corre o risco de atuar brandamente sobre questões sensíveis.

No mesmo sentido deve-se o RH porta-se com processos robustos, colaborando para o bom funcionamento do Compliance, colaboradores cientes de suas “funções sociais” e comprometidos com a lisura do seu trabalho e disposto a uma parceria sem fim com o Compliance.

E por fim, os dois de mãos dadas, colaboram para um único propósito dentro da organização, controlando os riscos, equilibrando a harmonia e protegendo-a de sanções.

Profissional de RH – Generalista, com mais de 15 anos de atuação no mercado em empresas de médio e grande porte. Coordenando equipes; reestruturando Processos e Políticas dos subsistemas (R&S, T&D, Gestão de Benefícios, Saúde e Segurança do trabalho, Relacionamento sindical e Administração de Pessoal).

Pós graduada em Gestão de pessoas por competência, indicadores e coaching pelo IPOG – PB, graduada em Serviço Social, com foco em desenvolvimento de pessoas. Facilitadora, Palestrante e Consultora na implantação de processos de RH e do eSocial, programas de desenvolvimento humano e lideranças.